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Com SISSA SANTIAGO

Economia brasileira cresce no 1º tri e volta ao patamar pré-pandemia

Apesar da segunda onda da crise sanitária no início deste ano, PIB subiu 1,2%, o terceiro resultado trimestral positivo, aponta IBGE
 Economia brasileira cresce no 1º tri e volta ao patamar pré-pandemia
01 JUN 2021
10:38

Apesar do recrudescimento da pandemia no início deste ano, a atividade econômica brasileira demonstrou resiliência e o PIB (Produto Interno Bruto) registrou alta de 1,2% no primeiro trimestre de 2021 em comparação com os três últimos meses do ano passado. Com o resultado, divulgado nesta terça-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), a economia voltou ao nível anterior à pandemia.  


Esse é o terceiro resultado positivo em sequência, depois dos recuos no primeiro (-2,2%) e no segundo (-9,2%) trimestres de 2020, quando a economia encolheu 4,1%, afetada pela crise sanitária. Em valores correntes, o PIB, que é soma dos bens e serviços produzidos no Brasil, chegou a R$ 2,048 trilhões.

"Mesmo com a segunda onda da pandemia de covid-19, o PIB cresceu no primeiro trimestre, já que, diferente do ano passado, não houve tantas restrições que impediram o funcionamento das atividades econômicas no país", avalia a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.


Setores
Na análise setorial, a expansão da economia brasileira veio dos resultados positivos na agropecuária (5,7%), na indústria (0,7%) e nos serviços (0,4%).

A Flourish chart
No caso específico dos serviços, que contribuem com 73% do PIB, houve resultados positivos em transporte, armazenagem e correio (3,6%), intermediação financeira e seguros (1,7%), informação e comunicação (1,4%), comércio (1,2%) e atividades imobiliárias (1,0%). Outros serviços ficaram estáveis (0,1%). 

"A única variação negativa foi a da administração, saúde e educação pública (-0,6%). Não está havendo muitos concursos para o preenchimento de vagas e está ocorrendo aposentadoria de trabalhadores, reduzindo a ocupação do setor. Isso afeta a contribuição da atividade para o valor adicionado", afirma Rebecca.

Já na atividade industrial, o avanço veio das indústrias extrativas (3,2%). Também cresceram a construção (2,1%) e a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (0,9%). O único resultado negativo foi das indústrias de transformação (-0,5%).

"Todos subsetores da indústria cresceram, menos a indústria de transformação, que tem o maior peso, impactada pela indústria alimentícia, que afetou o consumo das famílias", explica a coordenadora de Contas Nacionais.


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